terça-feira, setembro 06, 2005

A Notícia - Joinville-SC, 06/09/2005


Protesto deixa Capital sem ônibus
Motoristas e cobradores repetem hoje paralisação

Florianópolis - Os motoristas e cobradores de ônibus de Florianópolis suspenderam as atividades ontem, das 11h15 às 12h15, provocando a formação de extensas filas no Terminal de Integração do Centro (Ticen) e em outros terminais da cidade. O protesto será repetido hoje, no período da tarde, com uma paralisação de duas horas. O movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis (Sintraturb).

A paralisação tem como objetivo forçar o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf) a assinar a convenção coletiva de trabalho da categoria, dar garantia de emprego e anular uma multa judicial devido a um movimento semelhante ocorrido no ano passado. "Ninguém nos procurou para fazer qualquer consideração ou proposta", diz o assessor do Sintraturb, Ricardo Freitas. Segundo ele, através da eliminação de algumas linhas de ônibus e a fusão de outras, "estão ocorrendo demissões". O Setuf nega.

Assim que os motoristas e cobradores suspenderam as atividades, o sistema de som do Ticen passou a informar que a chegada e saída dos coletivos estavam suspensas devido a um movimento liderado pelo Sintraturb. "Vou apresentar uma denúncia junto ao ministério público, pois nossa liberdade de ir e vir está sendo cerceada", reclamou Maria Regina Sampaio, que havia chegado de Canasvieiras e foi deixada no meio da avenida Paulo Fontes, já que seu ônibus não entrou no Ticen.

O almoxarife de obras de construção civil Paulo Oliveira apoiou a iniciativa dos motoristas e cobradores. "Tem mais é que reivindicar, pois o preço da passagem é um absurdo e os salários estão defasados faz muito tempo", disse.

Segundo ofício do Setuf encaminhado ao Sintraturb, existe um compromisso entre as partes no sentido de aguardar a conclusão do estudo técnico sobre o sistema integrado de transportes coletivos da Capital, realizado pelo Instituto Jaime Lerner. "Como o referido estudo ainda não se encontra concluído, não há porque exigir a assinatura (do contrato coletivo) neste momento".