Jornal do Brasil - Rio de Janeiro-RJ, 05/09/2005
Santa Teresa quer seus bondes de volta
Bairro cobra reformas no centenárío sistema de bondinhos
Depois da comemoração, o protesto. Na tarde de sábado, por iniciativa da Associação de Moradores de Santa Teresa(Amast), o trânsito do bairro histórico parou, por conta do Luto pelo bonde - ato público contra a depreciação do serviço de bondinhos. A insatisfação dos moradores do bairro veio à tona apenas dois dias depois dos bondinhos completarem 109 anos de atividade na quinta-feira.
- Se você, morador, souber onde estão os bondes, por favor nos avise - bradava, bem humorado, o alto-falante do carro de som que conclamava o povo de Santa Teresa a sair às ruas. Um grupo de cerca de 30 manifestantes, seguindo o carro de som, saiu do Largo do Curvelo em direção ao Largo dos Guimarães, protestando contra o tratamento que as autoridades estão dispensando aos bondinhos. O ato teve direito a faixa (com as frases ''Na calada da noite... o meu bonde sumiu'') e um samba-enredo com versos como ''Vou pedir anistia/ Implorar alforria / deixa o bonde viver''.
O ponto central das reivindicações da Amast é saber que fim levaram seis dos 14 bondes que serviam ao bairro. Os carros foram retirados das ruas e levados para a fábrica da TTrans - empresa credenciada pelo governo do estado para reformar os bondes e que tem sede em Três Rios. Da frota completa, apenas dois bondinhos estão em operação agora.
- Não tem cabimento a reforma ser feita dessa maneira, com os bondes levados para tão longe, quando tudo poderia ser feito aqui mesmo - reclamou Sérgio Amaral, um dos representantes da Amast na coordenação do ato público de sábado.
Outro ponto destacado pela Associação de Moradores durante o protesto foi a necessidade de recuperar todo o sistema de bondes, e não só os carros. Trilhos, rede aérea e estações também precisam ser contemplados na reforma, para a qual foi destinada uma verba de R$ 17 milhões, conseguida junto ao Banco Mundial.
- Só queremos transparência e esclarecimentos. Estamos correndo um abaixo-assinado cobrando uma audiência pública que explique como a verba será usada. Há um ano, a governadora Rosinha prometeu que em menos de sete meses tudo estaria resolvido, e até agora nada - disse Amaral.
Santa Teresa quer seus bondes de volta
Bairro cobra reformas no centenárío sistema de bondinhos
Depois da comemoração, o protesto. Na tarde de sábado, por iniciativa da Associação de Moradores de Santa Teresa(Amast), o trânsito do bairro histórico parou, por conta do Luto pelo bonde - ato público contra a depreciação do serviço de bondinhos. A insatisfação dos moradores do bairro veio à tona apenas dois dias depois dos bondinhos completarem 109 anos de atividade na quinta-feira.
- Se você, morador, souber onde estão os bondes, por favor nos avise - bradava, bem humorado, o alto-falante do carro de som que conclamava o povo de Santa Teresa a sair às ruas. Um grupo de cerca de 30 manifestantes, seguindo o carro de som, saiu do Largo do Curvelo em direção ao Largo dos Guimarães, protestando contra o tratamento que as autoridades estão dispensando aos bondinhos. O ato teve direito a faixa (com as frases ''Na calada da noite... o meu bonde sumiu'') e um samba-enredo com versos como ''Vou pedir anistia/ Implorar alforria / deixa o bonde viver''.
O ponto central das reivindicações da Amast é saber que fim levaram seis dos 14 bondes que serviam ao bairro. Os carros foram retirados das ruas e levados para a fábrica da TTrans - empresa credenciada pelo governo do estado para reformar os bondes e que tem sede em Três Rios. Da frota completa, apenas dois bondinhos estão em operação agora.
- Não tem cabimento a reforma ser feita dessa maneira, com os bondes levados para tão longe, quando tudo poderia ser feito aqui mesmo - reclamou Sérgio Amaral, um dos representantes da Amast na coordenação do ato público de sábado.
Outro ponto destacado pela Associação de Moradores durante o protesto foi a necessidade de recuperar todo o sistema de bondes, e não só os carros. Trilhos, rede aérea e estações também precisam ser contemplados na reforma, para a qual foi destinada uma verba de R$ 17 milhões, conseguida junto ao Banco Mundial.
- Só queremos transparência e esclarecimentos. Estamos correndo um abaixo-assinado cobrando uma audiência pública que explique como a verba será usada. Há um ano, a governadora Rosinha prometeu que em menos de sete meses tudo estaria resolvido, e até agora nada - disse Amaral.

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