Trama Univeritário - 25/10/2005
Não às catracas!
Estudantes de todo o Brasil se unem em torno da luta pelo Passe Livre. Confira a programação nas principais cidades onde atua o movimento
A quarta-feira marcou o Dia Nacional de Luta Pelo Passe Livre. Várias cidades, em todo o Brasil, realizaram manifestações e eventos relacionados à luta pela gratuidade no transporte público para estudantes. Os eventos são organizados pelos núcleos no Movimento Passe Livre nas cidades e, em algumas localidades, se estendem por toda a semana.
Em agosto, o Trama Universitário explicou o que é o MPL: um movimento apartidário, de âmbito nacional e que cada vez ganha mais adeptos. A mídia não cobre as várias manifestações e conquistas deles, mas onde o movimento atua algumas mudanças já aconteceram. Em Florianópolis, berço do MPL, foi aprovada no final de 2004 a Lei do Passe Livre; em Vitória, em julho, os manifestantes fizeram com que o governo revogasse o aumento da passagem de ônibus; manifestações pipocam por todo o país e já não passam mais batidas.
Nesta quarta, foi dia do Brasil inteiro se unir em torno da luta. O dia 26 de outubro foi escolhido por ser a data em que foi aprovada a Lei do Passe Livre em Florianópolis, em 2004. Esta é a segunda manifestação de âmbito nacional do movimento; a primeira aconteceu em março deste ano, com atos em Campinas, Londrina, Floripa e outras cidades.
No sul do país, foram atos em Criciúma, Joinville, Blumenau e Florianópolis. Em Floripa, de acordo com Daniel, um dos participantes do movimento, estava prevista uma passeata pelo centro da cidade, passando pela prefeitura e o Tribunal. Outras atividades seriam decididas na hora, em assembléia. Em Curitiba, também estavam previstos atos. Só em Porto Alegre, de acordo com Daniel, as atividades ainda não estavam definidas.
A região nordeste do país também teve seu dia de lutas. Em Fortaleza, a concentração dos manifestantes aconteceu a partir das 8 horas, na Cefet-CE (Av. 13 de Maio). O MPL do Ceará também realizou ações em Maracanaú, cidade em que a gratuidade no transporte público para estudantes já existia e foi suspensa pelo governo. Além do Ceará, Sergipe também foi palco de atos realizados pelo MPL-Aracaju. As ações lá começaram na Praça Camerino, a partir das 12h30, com a organização de uma oficina para pintura de camisetas e cartazes.
No centro-oeste, houve atos em Brasília e Cuiabá. Nos últimos dias, a capital do Mato Grosso foi palco de agitadas manifestações estudantis pelo passe livre. No dia 18 de outubro, quase 500 manifestantes foram às ruas para exigir a redução das tarifas de ônibus, e conseguiram entregar suas reivindicações para uma vereadora. Nesta quarta, a concentração aconteceu à partir das 10 horas, no antigo terminal Bispo Dom José. Em Brasília, estava programada uma caminhada, que partiria da rodoviária da cidade às 14 horas, em direção à Câmara.
A região sudeste também participa do movimento. Em São Paulo, serão três dias de atividades constantes. A terça foi o primeiro dia de manifestações, com um ato na Av. Vital Brasil, no Butantã. Cerca de 150 pessoas pararam a avenida e caminharam em direção à ponte Eusébio Matoso, onde queimaram uma catraca, aos gritos de “Amanhã vai ser maior”. Grazi, estudante da USP, uma das participantes do movimento em São Paulo, afirmou que o ato de quarta seria radical e bem importante para o movimento em São Paulo. A concentração foi às 7h30, na Praça Miguel Dell´Erba nº 50 (em frente ao Terminal da Lapa). Ainda haverá manifestações nesta quinta, a partir das 13h30, em frente à Prefeitura. O ato de quinta-feira simboliza, ainda, o repúdio às ações de limpeza social do prefeito José Serra. Em Santos, a programação se estende por toda a semana. Na quarta, às 19 horas, foi exibido o vídeo “A Revolta do Buzu”, seguida de debate, na Cinemateca de Santos; na sexta, às 15 horas, acontece um ato público na Praça Mauá; e, no sábado, também às 15 horas, acontece a caminhada pelo Passe Livre, com atrações de circo, teatro e música.
Vitória, no Espírito Santo, não poderia faltar nas atividades. A cidade tem história na luta pelo passe livre. Em julho, estudantes saíram às ruas e fizeram com que o governo revogasse o aumento nas passagens de ônibus. Maria Cecília Souza, estudante de filosofia na Ufes e participante do movimento, explica que no Espírito Santo os manifestantes não aderiram ao MPL e criaram o Copelutas (Comitê Permanente de Lutas Unificado). No entanto, a luta pelo Passe Livre é a principal bandeira do movimento. “O Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre serviu, para nós, como um lançamento oficial de nossa luta”, afirma Maria Cecília. Para esta quarta, eles programaram uma Assembléia Pública, às 9 horas, com a secretária estadual de transporte Rita Camata e o presidente da CETURB, Marcelo Ferraz. “Entregamos um documento pedindo melhoria na qualidade do transporte, um visando o passe livre e uma proposta de lei que altera a composição e o caráter do Conselho Tarifário”, explica a estudante. À partir das 16 horas, na Ufes, aconteceu um grande ato com a queima de catracas gigantes.
Você aí parado também é explorado!
É com esse grito que os manifestantes do Movimento Passe Livre buscam cada vez mais adeptos. E têm conseguido crescer de maneira totalmente horizontal, sem lideranças e alianças com partidos políticos. Para saber mais sobre o MPL, clique aqui. O pessoal do MPL de Fortaleza produziu também um documentário sobre o movimento. Para assistir, clique aqui.
Não às catracas!
Estudantes de todo o Brasil se unem em torno da luta pelo Passe Livre. Confira a programação nas principais cidades onde atua o movimento
A quarta-feira marcou o Dia Nacional de Luta Pelo Passe Livre. Várias cidades, em todo o Brasil, realizaram manifestações e eventos relacionados à luta pela gratuidade no transporte público para estudantes. Os eventos são organizados pelos núcleos no Movimento Passe Livre nas cidades e, em algumas localidades, se estendem por toda a semana.
Em agosto, o Trama Universitário explicou o que é o MPL: um movimento apartidário, de âmbito nacional e que cada vez ganha mais adeptos. A mídia não cobre as várias manifestações e conquistas deles, mas onde o movimento atua algumas mudanças já aconteceram. Em Florianópolis, berço do MPL, foi aprovada no final de 2004 a Lei do Passe Livre; em Vitória, em julho, os manifestantes fizeram com que o governo revogasse o aumento da passagem de ônibus; manifestações pipocam por todo o país e já não passam mais batidas.
Nesta quarta, foi dia do Brasil inteiro se unir em torno da luta. O dia 26 de outubro foi escolhido por ser a data em que foi aprovada a Lei do Passe Livre em Florianópolis, em 2004. Esta é a segunda manifestação de âmbito nacional do movimento; a primeira aconteceu em março deste ano, com atos em Campinas, Londrina, Floripa e outras cidades.
No sul do país, foram atos em Criciúma, Joinville, Blumenau e Florianópolis. Em Floripa, de acordo com Daniel, um dos participantes do movimento, estava prevista uma passeata pelo centro da cidade, passando pela prefeitura e o Tribunal. Outras atividades seriam decididas na hora, em assembléia. Em Curitiba, também estavam previstos atos. Só em Porto Alegre, de acordo com Daniel, as atividades ainda não estavam definidas.
A região nordeste do país também teve seu dia de lutas. Em Fortaleza, a concentração dos manifestantes aconteceu a partir das 8 horas, na Cefet-CE (Av. 13 de Maio). O MPL do Ceará também realizou ações em Maracanaú, cidade em que a gratuidade no transporte público para estudantes já existia e foi suspensa pelo governo. Além do Ceará, Sergipe também foi palco de atos realizados pelo MPL-Aracaju. As ações lá começaram na Praça Camerino, a partir das 12h30, com a organização de uma oficina para pintura de camisetas e cartazes.
No centro-oeste, houve atos em Brasília e Cuiabá. Nos últimos dias, a capital do Mato Grosso foi palco de agitadas manifestações estudantis pelo passe livre. No dia 18 de outubro, quase 500 manifestantes foram às ruas para exigir a redução das tarifas de ônibus, e conseguiram entregar suas reivindicações para uma vereadora. Nesta quarta, a concentração aconteceu à partir das 10 horas, no antigo terminal Bispo Dom José. Em Brasília, estava programada uma caminhada, que partiria da rodoviária da cidade às 14 horas, em direção à Câmara.
A região sudeste também participa do movimento. Em São Paulo, serão três dias de atividades constantes. A terça foi o primeiro dia de manifestações, com um ato na Av. Vital Brasil, no Butantã. Cerca de 150 pessoas pararam a avenida e caminharam em direção à ponte Eusébio Matoso, onde queimaram uma catraca, aos gritos de “Amanhã vai ser maior”. Grazi, estudante da USP, uma das participantes do movimento em São Paulo, afirmou que o ato de quarta seria radical e bem importante para o movimento em São Paulo. A concentração foi às 7h30, na Praça Miguel Dell´Erba nº 50 (em frente ao Terminal da Lapa). Ainda haverá manifestações nesta quinta, a partir das 13h30, em frente à Prefeitura. O ato de quinta-feira simboliza, ainda, o repúdio às ações de limpeza social do prefeito José Serra. Em Santos, a programação se estende por toda a semana. Na quarta, às 19 horas, foi exibido o vídeo “A Revolta do Buzu”, seguida de debate, na Cinemateca de Santos; na sexta, às 15 horas, acontece um ato público na Praça Mauá; e, no sábado, também às 15 horas, acontece a caminhada pelo Passe Livre, com atrações de circo, teatro e música.
Vitória, no Espírito Santo, não poderia faltar nas atividades. A cidade tem história na luta pelo passe livre. Em julho, estudantes saíram às ruas e fizeram com que o governo revogasse o aumento nas passagens de ônibus. Maria Cecília Souza, estudante de filosofia na Ufes e participante do movimento, explica que no Espírito Santo os manifestantes não aderiram ao MPL e criaram o Copelutas (Comitê Permanente de Lutas Unificado). No entanto, a luta pelo Passe Livre é a principal bandeira do movimento. “O Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre serviu, para nós, como um lançamento oficial de nossa luta”, afirma Maria Cecília. Para esta quarta, eles programaram uma Assembléia Pública, às 9 horas, com a secretária estadual de transporte Rita Camata e o presidente da CETURB, Marcelo Ferraz. “Entregamos um documento pedindo melhoria na qualidade do transporte, um visando o passe livre e uma proposta de lei que altera a composição e o caráter do Conselho Tarifário”, explica a estudante. À partir das 16 horas, na Ufes, aconteceu um grande ato com a queima de catracas gigantes.
Você aí parado também é explorado!
É com esse grito que os manifestantes do Movimento Passe Livre buscam cada vez mais adeptos. E têm conseguido crescer de maneira totalmente horizontal, sem lideranças e alianças com partidos políticos. Para saber mais sobre o MPL, clique aqui. O pessoal do MPL de Fortaleza produziu também um documentário sobre o movimento. Para assistir, clique aqui.

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