A Notícia - Joinville-SC, 26/08/2005
Transporte coletivo pode parar
Sintraturb não aceita ordem judicial de indenizar empresa. Dia 30 assembléia decide greve.
Os motoristas e cobradores de ônibus da Capital podem entrar em greve no início de setembro. A decisão será tomada em assembléia na próxima terça-feira. A categoria não aceita a decisão da Justiça do Trabalho de indenizar a empresa Transol em R$ 36 mil pelos ganhos que a empresa deixou de obter e pelas multas que ela recebeu da Prefeitura ao não oferecer os serviços de transporte no dia 4 junho, quando motoristas e cobradores cruzaram os braços por cinco horas.
"Foi uma paralisação pacífica e democrática, além de legítima e justa. Já havia passado mais de 30 dias de nossa data-base e ainda não existia proposta alguma por parte dos empresários. A condenação também é injusta porque os custos para recorrer são altíssimos", disse o assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Sintraturb), Ricardo Freitas. Segundo o sindicalista serão necessários cerca de R$ 6 mil para questionar a decisão. Eles exigem ainda a assinatura da convenção que pôs fim às manifestações e a não demissão de funcionários em decorrência das alterações no Sistema Integrado de Transporte (SIT).
O juiz Roberto Masami Nakajo constatou abusividade do movimento na paralisação, uma vez que as empresas deveriam ter sido avisadas com 72 horas de antecedência. O magistrado também argumentou que não poderiam ser usados métodos de persuasão para fazer os funcionários aderirem ao movimento e que a utilização de veículos do sindicato para impedir a saída dos ônibus dos terminais não seria permitido. "Logo, a paralisação foi abusiva, constituindo ato ilícito praticado pela categoria", afirmou o juiz.
"Tudo que a Justiça fez foi considerar válida uma reivindicação das empresas. Com esta decisão abriu-se um precedente", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Florianópolis (Setuf), Valdir Gomes da Silva. Segundo ele, a Justiça entendeu que os prejuízos causados por manifestações terão de ser ressarcidos por quem as provoca.
A possibilidade de greve não está sendo considerada pela Prefeitura. Nos pontos questionados pelos trabalhadores que dizem respeito a demissões e adequações do sistema integrado, o secretário dos Transportes, Norberto Stroisch declarou que as alterações estão sendo realizadas desde o início do ano e que elas são conseqüências naturais para a melhoria dos serviços.
Transporte coletivo pode parar
Sintraturb não aceita ordem judicial de indenizar empresa. Dia 30 assembléia decide greve.
Os motoristas e cobradores de ônibus da Capital podem entrar em greve no início de setembro. A decisão será tomada em assembléia na próxima terça-feira. A categoria não aceita a decisão da Justiça do Trabalho de indenizar a empresa Transol em R$ 36 mil pelos ganhos que a empresa deixou de obter e pelas multas que ela recebeu da Prefeitura ao não oferecer os serviços de transporte no dia 4 junho, quando motoristas e cobradores cruzaram os braços por cinco horas.
"Foi uma paralisação pacífica e democrática, além de legítima e justa. Já havia passado mais de 30 dias de nossa data-base e ainda não existia proposta alguma por parte dos empresários. A condenação também é injusta porque os custos para recorrer são altíssimos", disse o assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano de Passageiros da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Sintraturb), Ricardo Freitas. Segundo o sindicalista serão necessários cerca de R$ 6 mil para questionar a decisão. Eles exigem ainda a assinatura da convenção que pôs fim às manifestações e a não demissão de funcionários em decorrência das alterações no Sistema Integrado de Transporte (SIT).
O juiz Roberto Masami Nakajo constatou abusividade do movimento na paralisação, uma vez que as empresas deveriam ter sido avisadas com 72 horas de antecedência. O magistrado também argumentou que não poderiam ser usados métodos de persuasão para fazer os funcionários aderirem ao movimento e que a utilização de veículos do sindicato para impedir a saída dos ônibus dos terminais não seria permitido. "Logo, a paralisação foi abusiva, constituindo ato ilícito praticado pela categoria", afirmou o juiz.
"Tudo que a Justiça fez foi considerar válida uma reivindicação das empresas. Com esta decisão abriu-se um precedente", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Florianópolis (Setuf), Valdir Gomes da Silva. Segundo ele, a Justiça entendeu que os prejuízos causados por manifestações terão de ser ressarcidos por quem as provoca.
A possibilidade de greve não está sendo considerada pela Prefeitura. Nos pontos questionados pelos trabalhadores que dizem respeito a demissões e adequações do sistema integrado, o secretário dos Transportes, Norberto Stroisch declarou que as alterações estão sendo realizadas desde o início do ano e que elas são conseqüências naturais para a melhoria dos serviços.

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