Zero Hora - Porto Alegre-RS, 08/09/2005
Em quase 10 anos, pouco do Linha Rápida foi feito
Projeto anunciado em meados dos anos 90 pretendia facilitar a vida de usuários de ônibus da Região Metropolitana
Anunciado em meados dos anos 90 para facilitar o deslocamento de usuários de ônibus na Região Metropolitana e diminuir o preço das passagens, o Programa Linha Rápida encolheu. O corredor de ônibus com 33 quilômetros não foi construído. Apenas obras acessórias e os terminais Mauá e Triângulo, na Capital, estão prontos.
OLinha Rápida previa inicialmente a construção de 56 estações de embarque e desembarque, de terminais de integração, de corredores de ônibus e de três viadutos para beneficiar 10 municípios da região.
O Terminal Triângulo não estava previsto no projeto, mas acabou construído para integrar Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí e Capital, alguns dos municípios beneficiados pelo Linha Rápida.
O coordenador do Programa Linha Rápida na Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano (Metroplan), Erno Zimpel, admite que não há recursos para tocar o programa na totalidade, orçado em cerca de R$ 200 milhões e financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do governo do Estado. Segundo ele, nunca houve um projeto operacional para construir tudo o que foi projetado.
- O Estado nunca teve recursos para a contrapartida do financiamento. Tivemos de reformular o projeto de acordo com a atual situação financeira - conclui o coordenador do projeto pela Metropal, que pertence ao Estado.
Zimpel também não aponta quando e como poderia ser implantado o sistema eletrônico de passagens. Conforme o projeto, ele permitiria que os passageiros na região utilizassem mais de um ônibus por um período determinado de tempo sem pagar uma nova passagem, barateando o custo. A integração se estenderia também ao trensurb.
Depois de quase 10 anos do começo do projeto, a Metroplan confirmou nesta semana a realização de uma das obras previstas no programa inicial.
Segundo Zimpel, o corredor de ônibus com cinco quilômetros, entre a Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na Capital, e a entrada de Alvorada, sairá do papel. Uma previsão otimista é de que as obras comecem em quatro meses.
Semelhante à Terceira Perimetral, o corredor percorrerá a Baltazar de Oliveira Garcia até 500 metros após a ponte do Arroio Feijó, em Alvorada. A obra já foi licitada, em dois lotes de R$ 14 milhões.
Nesta semana, vereadores de Porto Alegre se reuniram com o secretário Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Alceu Moreira, e com a diretoria da Metroplan para pedir agilidade na obra. Segundo o vereador Sebastião Melo (PMDB), a Baltazar de Oliveira Garcia não tem acostamento, o que coloca em risco a segurança dos pedestres.
Como era X como ficou
Projeto inicial
- Construção de 33 quilômetros de corredores de ônibus interligando 10 municípios da Região Metropolitana
- Construção e ampliação de pontes sobre o Rio Gravataí e os arroios Feijó (Alvorada) e Barnabé (Gravataí)
- Construção de viadutos na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia com a Avenida Manoel Elias, nas avenidas Assis Brasil com Sertório e na RS-118 com a Avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira (Gravataí)
- Terminais de integração entre Cachoeirinha, Gravataí e Alvoradan 56 estações de embarque e desembarque de passageiros
O que foi feito (principais obras)
- Terminal Mauá (entre as avenidas Mauá e Júlio de Castilhos, em frente à Praça Rui Barbosa, em Porto Alegre). Foi inaugurado em agosto de 2001 e recebe 55 linhas metropolitanas de Cachoeirinha, Viamão, Gravataí e Glorinha
- Terminal Triângulo (confluência das avenidas Assis Brasil e Baltazar de Oliveira Garcia, em Porto Alegre). Foi inaugurado em dezembro de 2004 e recebe 27 linhas urbanas do eixo Norte-Nordeste da Capital e as transversais T10 e T6 e 155 metropolitanas de Gravataí, Alvorada, Canoas, Taquara, Cachoeirinha e Glorinha
O que será construído
- Cinco quilômetros de corredor de ônibus entre a Avenida Baltazar de Oliveira Garcia e Alvorada. A obra inclui: 10 estações de embarque e desembarque, paisagismo e desapropriação de áreas
Em quase 10 anos, pouco do Linha Rápida foi feito
Projeto anunciado em meados dos anos 90 pretendia facilitar a vida de usuários de ônibus da Região Metropolitana
Anunciado em meados dos anos 90 para facilitar o deslocamento de usuários de ônibus na Região Metropolitana e diminuir o preço das passagens, o Programa Linha Rápida encolheu. O corredor de ônibus com 33 quilômetros não foi construído. Apenas obras acessórias e os terminais Mauá e Triângulo, na Capital, estão prontos.
OLinha Rápida previa inicialmente a construção de 56 estações de embarque e desembarque, de terminais de integração, de corredores de ônibus e de três viadutos para beneficiar 10 municípios da região.
O Terminal Triângulo não estava previsto no projeto, mas acabou construído para integrar Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí e Capital, alguns dos municípios beneficiados pelo Linha Rápida.
O coordenador do Programa Linha Rápida na Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano (Metroplan), Erno Zimpel, admite que não há recursos para tocar o programa na totalidade, orçado em cerca de R$ 200 milhões e financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do governo do Estado. Segundo ele, nunca houve um projeto operacional para construir tudo o que foi projetado.
- O Estado nunca teve recursos para a contrapartida do financiamento. Tivemos de reformular o projeto de acordo com a atual situação financeira - conclui o coordenador do projeto pela Metropal, que pertence ao Estado.
Zimpel também não aponta quando e como poderia ser implantado o sistema eletrônico de passagens. Conforme o projeto, ele permitiria que os passageiros na região utilizassem mais de um ônibus por um período determinado de tempo sem pagar uma nova passagem, barateando o custo. A integração se estenderia também ao trensurb.
Depois de quase 10 anos do começo do projeto, a Metroplan confirmou nesta semana a realização de uma das obras previstas no programa inicial.
Segundo Zimpel, o corredor de ônibus com cinco quilômetros, entre a Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na Capital, e a entrada de Alvorada, sairá do papel. Uma previsão otimista é de que as obras comecem em quatro meses.
Semelhante à Terceira Perimetral, o corredor percorrerá a Baltazar de Oliveira Garcia até 500 metros após a ponte do Arroio Feijó, em Alvorada. A obra já foi licitada, em dois lotes de R$ 14 milhões.
Nesta semana, vereadores de Porto Alegre se reuniram com o secretário Estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Alceu Moreira, e com a diretoria da Metroplan para pedir agilidade na obra. Segundo o vereador Sebastião Melo (PMDB), a Baltazar de Oliveira Garcia não tem acostamento, o que coloca em risco a segurança dos pedestres.
Como era X como ficou
Projeto inicial
- Construção de 33 quilômetros de corredores de ônibus interligando 10 municípios da Região Metropolitana
- Construção e ampliação de pontes sobre o Rio Gravataí e os arroios Feijó (Alvorada) e Barnabé (Gravataí)
- Construção de viadutos na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia com a Avenida Manoel Elias, nas avenidas Assis Brasil com Sertório e na RS-118 com a Avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira (Gravataí)
- Terminais de integração entre Cachoeirinha, Gravataí e Alvoradan 56 estações de embarque e desembarque de passageiros
O que foi feito (principais obras)
- Terminal Mauá (entre as avenidas Mauá e Júlio de Castilhos, em frente à Praça Rui Barbosa, em Porto Alegre). Foi inaugurado em agosto de 2001 e recebe 55 linhas metropolitanas de Cachoeirinha, Viamão, Gravataí e Glorinha
- Terminal Triângulo (confluência das avenidas Assis Brasil e Baltazar de Oliveira Garcia, em Porto Alegre). Foi inaugurado em dezembro de 2004 e recebe 27 linhas urbanas do eixo Norte-Nordeste da Capital e as transversais T10 e T6 e 155 metropolitanas de Gravataí, Alvorada, Canoas, Taquara, Cachoeirinha e Glorinha
O que será construído
- Cinco quilômetros de corredor de ônibus entre a Avenida Baltazar de Oliveira Garcia e Alvorada. A obra inclui: 10 estações de embarque e desembarque, paisagismo e desapropriação de áreas

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