terça-feira, outubro 04, 2005

Diário da Manhã - Goiânia-GO, 04/10/2005


Sem definição
Câmara diz que reunião marcada para sexta-feira pode não firmar reajuste de tarifa

Não há prazo para uma definição acerca do reajuste do preço da tarifa do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia, afirma o presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) e secretário das Cidades, Ademir Menezes. Segundo ele, não há obrigação de decisão sobre o aumento da passagem na reunião que deve ser realizada na próxima sexta-feira.

A única certeza, diz, é a de que o número proposto pela Câmara Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) para o preço da passagem, R$ 2,14, não será aceito. “Estamos abertos ao diálogo, ouvir as ponderações do Setransp, mas de forma alguma o governo vai permitir o aumento nos níveis pretendidos.” Ele admite que há 30 meses não se corrige o valor das passagens dos coletivos, mas advertiu que a defasagem não pode ser rejustada de um só vez. Menezes afirma que o governador Marconi Perillo determinou que, mesmo aprovado o reajuste das tarifas, a passagem nos terminais e plataformas do Eixo Anhangüera deve continuar a custar R$ 0,50.

O presidente da CMTC, Marcos Massad, afirma que o valor proposto surgiu de uma planilha que corrige os gastos das empresas de transporte coletivo. Ele afirma que a reclamação da população de que o novo valor seria forma de compensar os gastos com os novos ônibus que circulam na Capital não procede. “Esse gasto não é repassado para o usuário”, afirma.

Ademir afirmou ontem que, apesar da redução na deficiência do transporte coletivo com a entrada de mais 200 ônibus, é preciso mais investimentos das concessionárias. Ele disse que graças às cobranças do Estado e da Prefeitura as empresas colocaram em operação esses veículos. “Essa providência melhorou a situação do transporte de passageiros, mas ainda não é ideal.”