Diário de Cuiabá - Cuiabá-MT, 27/10/2005
Estudantes fecham ruas contra aumento
Liderados pelo Comitê de Luta pelo Transporte Coletivo (CLPT), aproximadamente 400 estudantes de escolas públicas e privadas de Cuiabá pararam ontem o trânsito na região central para cobrar a ampliação do passe livre e redução da tarifa do transporte coletivo.
Utilizando faixas e cartazes com fotos do prefeito Wilson Santos, associando-o a ditador nazista Adolf Hitler, os manifestantes defendiam a queda do valor da passagem dos atuais R$ 1,60 para R$ 1,20.
O protesto ganhou apoio dos vereadores Valtenir Pereira e Lúdio Cabral, do Sintep subsede Cuiabá, de representantes do MST, do Comitê de Greve da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) e da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo (Assut-MT).
Os manifestantes saíram da praça Bispo Dom José, subiram a avenida Getúlio Vargas, desceram a Barão de Melgaço passando pela Isaac Póvoas. No cruzamento da Generoso Ponce com a Prainha, eles fizeram um círculo e interditaram o trânsito. “Contra a tarifa municipal chegou a hora de parar a capital”, diziam os estudantes. A passeata foi acompanhada pela Polícia Militar, que organizou o trânsito.
De acordo com Eduardo Mattos, representante do CLPT, a tarifa está superfaturada. Como justificativa, ele aponta um estudo feito Conselho de Contabilista, em 2003, que aponta o majoramento do valor da passagem. “Estudos realizados já comprovaram que houve superfaturamento no aumento para R$ 1,60, sendo que na realidade o preço deveria ter ficado em R$ 1,08”, disse.
Os manifestantes alegam ainda que as empresas devem mais de R$ 35 milhões de impostos, taxas de outorgas e multas e acusam os empresários de manipular os valores sobre os preços dos combustíveis, lubrificantes e pneus. Estes itens compõem a planilha para definição da tarifa. Além disso, ganham com a publicidade feita na traseiras dos ônibus.
Conforme Matos, a ampliação do passe livre se faz necessária para que o estudante possa realizar outras atividades educacionais. “Educação não se resume só em sala de aula. A ampliação é necessária para que o aluno utilize de acordo com a sua necessidade, como por exemplo, ir a uma biblioteca”, comentou.
Matos explicou que a associação de Wilson Santos a Hitler foi em função da prisão de dois estudantes ocorrida na última segunda-feira por estarem colando panfletos nos pontos de ônibus chamando a população para participar da manifestação.
A presidente da Assut/MT, Marleide Oliveira, também entende que a população não tem condições de suportar mais um reajuste da tarifa. “O valor da passagem é alto e não pode chegar ao preço que estão querendo”, afirmou. Segundo os manifestantes, cerca de 30% da população cuiabana vive abaixo da linha da pobreza.
Estudantes fecham ruas contra aumento
Liderados pelo Comitê de Luta pelo Transporte Coletivo (CLPT), aproximadamente 400 estudantes de escolas públicas e privadas de Cuiabá pararam ontem o trânsito na região central para cobrar a ampliação do passe livre e redução da tarifa do transporte coletivo.
Utilizando faixas e cartazes com fotos do prefeito Wilson Santos, associando-o a ditador nazista Adolf Hitler, os manifestantes defendiam a queda do valor da passagem dos atuais R$ 1,60 para R$ 1,20.
O protesto ganhou apoio dos vereadores Valtenir Pereira e Lúdio Cabral, do Sintep subsede Cuiabá, de representantes do MST, do Comitê de Greve da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) e da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo (Assut-MT).
Os manifestantes saíram da praça Bispo Dom José, subiram a avenida Getúlio Vargas, desceram a Barão de Melgaço passando pela Isaac Póvoas. No cruzamento da Generoso Ponce com a Prainha, eles fizeram um círculo e interditaram o trânsito. “Contra a tarifa municipal chegou a hora de parar a capital”, diziam os estudantes. A passeata foi acompanhada pela Polícia Militar, que organizou o trânsito.
De acordo com Eduardo Mattos, representante do CLPT, a tarifa está superfaturada. Como justificativa, ele aponta um estudo feito Conselho de Contabilista, em 2003, que aponta o majoramento do valor da passagem. “Estudos realizados já comprovaram que houve superfaturamento no aumento para R$ 1,60, sendo que na realidade o preço deveria ter ficado em R$ 1,08”, disse.
Os manifestantes alegam ainda que as empresas devem mais de R$ 35 milhões de impostos, taxas de outorgas e multas e acusam os empresários de manipular os valores sobre os preços dos combustíveis, lubrificantes e pneus. Estes itens compõem a planilha para definição da tarifa. Além disso, ganham com a publicidade feita na traseiras dos ônibus.
Conforme Matos, a ampliação do passe livre se faz necessária para que o estudante possa realizar outras atividades educacionais. “Educação não se resume só em sala de aula. A ampliação é necessária para que o aluno utilize de acordo com a sua necessidade, como por exemplo, ir a uma biblioteca”, comentou.
Matos explicou que a associação de Wilson Santos a Hitler foi em função da prisão de dois estudantes ocorrida na última segunda-feira por estarem colando panfletos nos pontos de ônibus chamando a população para participar da manifestação.
A presidente da Assut/MT, Marleide Oliveira, também entende que a população não tem condições de suportar mais um reajuste da tarifa. “O valor da passagem é alto e não pode chegar ao preço que estão querendo”, afirmou. Segundo os manifestantes, cerca de 30% da população cuiabana vive abaixo da linha da pobreza.

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