Jornal de Londrina - Londrina-PR, 27/10/2005
Estudantes reivindicam passe-livre e tarifa menor

Cerca de 50 estudantes de Londrina realizaram na manhã de ontem manifestação para reivindicar o passe-livre no transporte. O grupo se reuniu no Calçadão e seguiu em passeata até o Terminal Urbano de Transporte Coletivo, onde colocaram fogo em uma roleta feita de papelão e arame.
Os estudantes também lembraram a morte de Anderson Amaurílio, que foi atropelado por um ônibus durante manifestação de estudantes em 2003, em frente ao Terminal. O protesto foi marcado por palavras de ordem pedindo a redução da tarifa para R$ 1,35 – o valor hoje é R$ 1,90 – e “estatização” da operação do sistema de transporte. Duas empresas operam o serviço, em concessão pública.
Para os estudantes, o protesto foi “positivo”. De acordo com a estudante de mestrado da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Soraia de Carvalho, um dos fatores positivos foi a adesão espontânea de estudantes secundaristas de escolas como o Vicente Rijo e o Hugo Simas. Ela apontou suposto “boicote” da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL ao movimento.
Soraia Carvalho explicou que o ato de ontem marcou em Londrina um movimento nacional em defesa do passe-livre, realizado em diversas cidades brasileiras. O movimento londrinense reivindica passe-livre para todos os estudantes e a redução da tarifa para R$ 1,35. Segundo Soraia Carvalho, o movimento rejeita o “passe-livre social” defendido pela Prefeitura de Londrina, que é classificado por ela como uma “esmola”.
Questionada de onde sairiam os recursos para pagar o passe-livre e a redução da tarifa, Soraia respondeu que a fonte seria os lucros das empresas. É aí que entra a terceira proposta do comitê: a estatização do serviço.
Articulação
Uma das preocupações do movimento do passe-livre é manter a independência. “Não queremos interlocução com setores comprometidos com grupos político-eleitorais e nem queremos ser suscetíveis a cooptação”, afirmou Soraia. Outra preocupação é manter a mobilização para evitar reajuste da tarifa durante as férias, como aconteceu neste ano
Estudantes reivindicam passe-livre e tarifa menor

Cerca de 50 estudantes de Londrina realizaram na manhã de ontem manifestação para reivindicar o passe-livre no transporte. O grupo se reuniu no Calçadão e seguiu em passeata até o Terminal Urbano de Transporte Coletivo, onde colocaram fogo em uma roleta feita de papelão e arame.
Os estudantes também lembraram a morte de Anderson Amaurílio, que foi atropelado por um ônibus durante manifestação de estudantes em 2003, em frente ao Terminal. O protesto foi marcado por palavras de ordem pedindo a redução da tarifa para R$ 1,35 – o valor hoje é R$ 1,90 – e “estatização” da operação do sistema de transporte. Duas empresas operam o serviço, em concessão pública.
Para os estudantes, o protesto foi “positivo”. De acordo com a estudante de mestrado da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Soraia de Carvalho, um dos fatores positivos foi a adesão espontânea de estudantes secundaristas de escolas como o Vicente Rijo e o Hugo Simas. Ela apontou suposto “boicote” da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL ao movimento.
Soraia Carvalho explicou que o ato de ontem marcou em Londrina um movimento nacional em defesa do passe-livre, realizado em diversas cidades brasileiras. O movimento londrinense reivindica passe-livre para todos os estudantes e a redução da tarifa para R$ 1,35. Segundo Soraia Carvalho, o movimento rejeita o “passe-livre social” defendido pela Prefeitura de Londrina, que é classificado por ela como uma “esmola”.
Questionada de onde sairiam os recursos para pagar o passe-livre e a redução da tarifa, Soraia respondeu que a fonte seria os lucros das empresas. É aí que entra a terceira proposta do comitê: a estatização do serviço.
Articulação
Uma das preocupações do movimento do passe-livre é manter a independência. “Não queremos interlocução com setores comprometidos com grupos político-eleitorais e nem queremos ser suscetíveis a cooptação”, afirmou Soraia. Outra preocupação é manter a mobilização para evitar reajuste da tarifa durante as férias, como aconteceu neste ano

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