O Estado de São Paulo - São Paulo-SP, 06/10/2005
Prefeitura estuda volta de trólebus em corredor
Está em análise também revitalizar as linhas que restaram, na zona leste
A Prefeitura iniciou dois estudos de viabilidade do uso de trólebus, um no Corredor Tiradentes e outro para a revitalização das linhas que restaram. “Não há definição sobre o assunto, mas os trólebus são uma opção bem vista por todos da área, especialmente para os corredores, porque não poluem”, disse o secretário de Transportes, Frederico Bussinger.
Inaugurado em 1949, o sistema de trólebus começou a ser deixado de lado no governo de Celso Pitta (1997-2000). Na gestão de Marta Suplicy (PT), o processo foi intensificado – de setembro de 2003 a janeiro de 2004, foram cortados 8 dos 30 itinerários de trólebus. Segundo a prefeita, o custo de manutenção era muito alto.
Mas Bussinger acredita que hoje o sistema é promissor. “A dificuldade era com os buracos das vias, que causavam trepidação, mas o pavimento dos corredores é suficientemente liso para não causar esse desconforto.” Ele diz que nos corredores os trólebus atenderiam a uma demanda que em pouco tempo cobriria os investimentos.
A grande mudança na utilização do sistema nos corredores de ônibus seria no modelo de gestão. A Prefeitura cuidaria da infra-estrutura, a Eletropaulo instalaria a rede aérea e as subestações, enquanto compra e manutenção da frota ficariam com as concessionárias. “Seria uma parceria público-privada-privada”, afirma Bussinger.
O modelo idealizado pela Prefeitura praticamente descarta a utilização dos veículos parados. “Só no corredor de Cidade Tiradentes precisaríamos de 200 trólebus. Além disso, nem todos que estão parados estão prontos para serem utilizados.”
Dos 552 ônibus elétricos que circulavam na cidade até o início da desativação, 227 são vistos nas 14 linhas mantidas – em sua maioria na zona leste e no centro. Os outros estão nas garagens.
Segundo o integrante do Movimento Respira São Paulo Marcos Galesi, 70 veículos estão apodrecendo nas garagens da Vila Leopoldina. “Foram pagos cerca de R$ 100 mil por ônibus. É dinheiro público sendo jogado fora.”
De acordo com o secretário, para utilizar parte desses veículos seria preciso planejar outro modelo de gestão do serviço. Além de não poluentes, os trólebus têm vida superior a 20 anos, enquanto um ônibus a diesel dura, no máximo, 10 anos.
A Eletropaulo elabora os estudos de viabilidade, mas ainda não oficializou as proposta. A rede de fios na cidade foi reduzida em 31% nos últimos anos, passando de 305 para 209 quilômetros.
Prefeitura estuda volta de trólebus em corredor
Está em análise também revitalizar as linhas que restaram, na zona leste
A Prefeitura iniciou dois estudos de viabilidade do uso de trólebus, um no Corredor Tiradentes e outro para a revitalização das linhas que restaram. “Não há definição sobre o assunto, mas os trólebus são uma opção bem vista por todos da área, especialmente para os corredores, porque não poluem”, disse o secretário de Transportes, Frederico Bussinger.
Inaugurado em 1949, o sistema de trólebus começou a ser deixado de lado no governo de Celso Pitta (1997-2000). Na gestão de Marta Suplicy (PT), o processo foi intensificado – de setembro de 2003 a janeiro de 2004, foram cortados 8 dos 30 itinerários de trólebus. Segundo a prefeita, o custo de manutenção era muito alto.
Mas Bussinger acredita que hoje o sistema é promissor. “A dificuldade era com os buracos das vias, que causavam trepidação, mas o pavimento dos corredores é suficientemente liso para não causar esse desconforto.” Ele diz que nos corredores os trólebus atenderiam a uma demanda que em pouco tempo cobriria os investimentos.
A grande mudança na utilização do sistema nos corredores de ônibus seria no modelo de gestão. A Prefeitura cuidaria da infra-estrutura, a Eletropaulo instalaria a rede aérea e as subestações, enquanto compra e manutenção da frota ficariam com as concessionárias. “Seria uma parceria público-privada-privada”, afirma Bussinger.
O modelo idealizado pela Prefeitura praticamente descarta a utilização dos veículos parados. “Só no corredor de Cidade Tiradentes precisaríamos de 200 trólebus. Além disso, nem todos que estão parados estão prontos para serem utilizados.”
Dos 552 ônibus elétricos que circulavam na cidade até o início da desativação, 227 são vistos nas 14 linhas mantidas – em sua maioria na zona leste e no centro. Os outros estão nas garagens.
Segundo o integrante do Movimento Respira São Paulo Marcos Galesi, 70 veículos estão apodrecendo nas garagens da Vila Leopoldina. “Foram pagos cerca de R$ 100 mil por ônibus. É dinheiro público sendo jogado fora.”
De acordo com o secretário, para utilizar parte desses veículos seria preciso planejar outro modelo de gestão do serviço. Além de não poluentes, os trólebus têm vida superior a 20 anos, enquanto um ônibus a diesel dura, no máximo, 10 anos.
A Eletropaulo elabora os estudos de viabilidade, mas ainda não oficializou as proposta. A rede de fios na cidade foi reduzida em 31% nos últimos anos, passando de 305 para 209 quilômetros.

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