sexta-feira, outubro 07, 2005

O Estado de São Paulo - São Paulo-SP, 07/10/2005

Trólebus viram sucata na SPTrans
Dos 41 ônibus parados em garagem, 13 não têm como ser reaproveitados

Enquanto a Prefeitura estuda retomar trólebus, 41 desses ônibus elétricos viram sucata na garagem da São Paulo Transporte (SPTrans) da Avenida Imperatriz Leopoldina, na Lapa. Os veículos, que serviam à zona sul e centro, foram aposentados na gestão Marta Suplicy.

Inaugurado em 1949, o sistema de trólebus começou a ser desativado no governo Celso Pitta (1997-2000). Marta cancelou 8 dos 30 itinerários, com o argumento que o custo de manutenção era muito alto.

Dos veículos na garagem, 13, fabricados pelas empresas Mafersa e Ciferal, não têm mais condições de recuperação, por falta de peças. De acordo com técnicos da SPTrans eles podem ser aproveitados em museus ou ir a leilão. Os outros 28 - modelos Marcopolo, da Scania - podem ser usados.

A reforma depende de negociação para parceria entre Prefeitura, Eletropaulo e empresários de ônibus. Inicialmente, os trólebus circulariam no Corredor Expresso Tiradentes, que vai ligar o Parque D. Pedro à Cidade Tiradentes, zona leste.

O secretário municipal de Transportes, Frederico Bussinger, estima que seriam necessários 200 trólebus no corredor. "Ainda não há definição, mas os trólebus são uma opção, especialmente para os corredores, porque não poluem." Segundo o secretário, existem também sugestões de utilizar ônibus movidos a álcool ou a gás.

Técnicos da Eletropaulo estão fazendo estudos de viabilidade da retomada dos trólebus. A rede de fiação aérea da cidade foi reduzida em 31% desde os anos 90, de 305 para 209 quilômetros. Estima-se que a instalação de nova fiação custe R$ 54 milhões.